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Em
funcionamento desde outubro de 2009, o CAPS –
Centro de Atenção Psicossocial foi implantado pela
Prefeitura Municipal, através de sua Secretaria de
Saúde, com o objetivo de estruturar a rede de atenção
à saúde mental em nossa cidade. Em seu novo endereço
(a partir de 3ª feira, 06 de abril), na Rua Coronel
Azarias Florêncio Pereira, nº 16, próximo ao
Parque infantil, o centro visa oferecer assistência
psicossocial aos portadores de sofrimento mental
grave, dentro dos princípios estabelecidos pela
Reforma Psiquiátrica, em conformidade com as
diretrizes do SUS e da legislação especifica do
Ministério da Saúde.
O CAPS funciona das 7h às 17h,
com atendimento a todo o paciente que procura o
serviço, sendo o acolhimento realizado por um técnico
de plantão que após escutá-lo, avalia junto à
equipe se este apresenta perfil para ser atendido no
CAPS. Os usuários admitidos recebem assistência de
um a cinco dias por semana, em um ou dois turnos,
dependendo de suas necessidades clínicas. Os
pacientes que demandam apenas consulta psiquiátrica
também são atendidos no CAPS pelo médico
psiquiatra.
A equipe do CAPS é constituída
por duas psicólogas, uma assistente social, um médico
psiquiatra, um enfermeiro, três auxiliares de saúde,
um auxiliar administrativo, uma auxiliar de serviços
gerais e uma monitora. Nos últimos seis meses a
equipe prestou mais de 3 mil atendimentos. As
atividades desenvolvidas são: consulta medica
psiquiátrica, psicoterapia individual e em grupo,
atendimento de enfermagem, visitas domiciliares e
oficinas terapêuticas.
O CAPS, de acordo com a lei
federal é um serviço de atendimento de saúde
mental criado para substituir as internações em
hospitais psiquiátricos. O seu principal objetivo
é evitar a internação psiquiátrica e integrar o
usuário à família e à comunidade.
Segundo a psicóloga Luisa
Marilac, coordenadora do CAPS, ele é um dispositivo
muito importante para o município, uma vez que
viabilizou não só a criação de um espaço, que
vem dando cobertura a uma demanda expressiva do
município, mas principalmente na criação de novas
perspectivas de vida para usuários que sofrem de
transtorno mental, buscando sempre desconstruir a lógica
excludente das internações psiquiátricas,
propiciando a essas pessoas estratégias de inserção
social.
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