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Este jornal Folha do Sul sempre se pautou em não dar publicidade a fatos que dizem respeito à vida privada de pessoas, notadamente as que exercem cargos públicos. No entanto, a tragédia que quase matou uma servidora da Câmara Municipal de Três Corações, no caso uma tentativa de suicídio, concluímos ser uma exceção à regra que deve ser noticiado, primeiro por envolver, em caso amoroso, o presidente da Casa Legislativa, o vereador Cássio Arantes (DEM), o “Cassinho do Jukita”, com uma funcionária lotada no gabinete do vereador Emílio Marques dos Reis (DEM), o “Boca Rica”, seu avô, e, segundo, porque o próprio “Boca Rica” levou o assunto a público relatando o acontecido a várias pessoas. Assim, deixamos para nossos leitores avaliarem não só a decisão deste jornal em dar publicidade ao fato e também sobre a conduta do homem público, que tem o seu salário, no caso subsídio, pago com o dinheiro do povo tricordiano, da mesma forma como a funcionária envolvida no rumoroso caso.
As primeiras notícias chegaram ao anoitecer de terça-feira (8) dando conta que a servidora fora levada as pressas por familiares ao Hospital São Sebastião após ter ingerido uma alta dose do veneno conhecido como “chumbinho”, ali ficando internada. Uma fonte fidedigna de crédito contou a este jornal que o marido tomando conhecimento do relacionamento sexual entre sua esposa e o presidente da Câmara Municipal, Cassinho do Jukita, exigiu a imediata separação do casal. Na discussão ela, inconsolável, chegou a argumentar que mantinha relação sexual com o vereador para segurar o seu emprego, senão iria ser mandada embora da Câmara Municipal. Como o marido se mostrou irredutível em sua decisão, ela, desesperada, optou pelo suicídio.
Já o presidente da Câmara ao ser interpelado pelos idosos avos da funcionária, no caso o vereador Emílio Boca Rica e sua esposa, mostrou a eles uma extensa lista de mensagens recebidos e postadas em um celular, todos, segundo ele, enviados pela funcionária neta, sempre com teor amoroso, pedindo por encontros sexuais, destacando que ele sim é quem foi, digamos, seduzido. Cassinho não nega os encontros amorosos, sempre ressaltando que é solteiro.
O outro lado perverso do caso
Segundo fontes, o marido, por sinal uma pessoa querida e respeitável na sociedade, em determinado evento festivo questionou o diretor de um jornal local que mantém uma coluna de fofocas não identificada, sobre os motivos pelo qual ele estava criticando tanto o seu sogro (o vereador Emílio Boca Rica) e recebeu de volta uma resposta surpreendente, algo como: “você tem que se preocupar é com a sua mulher, ligando o marido ao personagem Abel de uma recente novela da rede Globo”, o mesmo personagem que aparece constantemente na coluna de fofocas do jornal. Pronto! A partir daí, conta essa mesma fonte, o marido desnudou o caso.
Repercussão
Pessoas ouvidas sobre o escândalo reprovaram totalmente a conduta do vereador Cassinho do Jukita, e estranharam ele ter guardado um celular só com as mensagens da funcionária já pensando em uma possível defesa futura. Essas mesmas pessoas destacaram que o vereador foi eleito pelo povo para um cargo de confiança comunitária onde se espera, pelo menos, um mínimo de transparência, honestidade e conduta moral ilibada no seu relacionamento especialmente dentro da Casa Legislativa. Neste caso, o vereador Cassinho do Jukita ao se envolver com uma funcionária da Casa em que dirige decepciona não só seus eleitores, mas toda a comunidade tricordiana, e mancha indelevelmente a Casa Legislativa, como se ali não fosse uma casa de leis, resumiram.
Um conhecido e experiente político tomando conhecimento do “affair” e suas conseqüências, não deixou de questionar: “Agora, como vou bater à porta de uma casa de família para pedir voto para o Cassinho? Fica difícil, né!”, completou.
Paulo César Pereira
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redação
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